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O mesmo blog mas em outro lugar. Na verdade é só uma opção para falar alguma coisa usando mais de 140 caracteres.
Quem é fã de LOST sabe por antecedência quais personagens rendem bons episódios - Locke e Desmond, por exemplo, são garantia de ótimos momentos - e quais não rendem nada. Entre os últimos, certamente está Kate. Por mais que o personagem de Evangeline Lilly seja um dos principais da série, convenhamos que ela não tem muito o que dizer na trama principal, exceto ser um dos vértices do triângulo amoroso formado ainda por Jack e Sawyer. Além disso, a bela Evangeline não é uma boa atriz, muito pelo contrário. A recente declaração que fez dizendo que iria abandonar a carreira por falta de tesão em atuar é claramente notável, já que ela não tenta nem disfarçar em cena. Por isso tudo, What Kate Does (season 6, episódio 3) foi um episódio morno.
Mas em Lost nada é de graça. Mesmo com toda a chatice da história paralela de Kate e Claire, o episódio trouxe algumas (poucas) novidades sobre o mistério da ilha. Vamos às principais:
::: Sayid ressuscitou mesmo, mas algo está estranho. Ele parece bonzinho demais, meio mole até em relação ao antigo Sayid. Depois de toda a sessão tortura/teste ao qual foi submetido, temos a certeza que tem gato na tuba iraquiana. Todo aquele papo de “infecção” foi uma menção clara ao poder do “Homem de Preto” de se apossar dos mortos. Isso explica muitas coisas, em aberto desde o início da série - Christian Shepard, a Claire do final do episódio, Locke. O “monstro de fumaça” usa dessa artimanha para manipular os losties e os outros habitantes da ilha de acordo com os seus fins. Faz sentido: enquanto Jacob aparece para os vivos na cara e na coragem (vide Hurley em LA X), o M.I.B. simplesmente chega lá e toma conta, inescrupulosamente, como um bom vilão. Aos poucos vamos entendendo o que são essas poderosas entidades que são, certamente, a chave do mistério da série.
::: A improvável aparição de Ethan na realidade paralela de Kate e Claire. Já esperávamos que a explosão da Jughead mudaria o curso da história para os sobreviventes do 815, mas não imaginávamos que isso serviria também para os membros da Iniciativa Dharma. Minha conclusão é que, na tal realidade alternativa, tudo que aconteceu depois de 1977 acabou não acontecendo (a chegada dos franceses, em 1988; a purgação, em 1992; e o próprio Oceanic 815, em 2004). Isso explica também a aparição de Desmond no avião no episódio anterior. Ou seja, podemos esperar a aparição de mais Dharmas e - porque não - até de Rosseau, por exemplo, cruzando o caminho dos sobreviventes.
Enfim, um episódio sem muita emoção - fora a cena de Kate e Sawyer no píer, em que eles choraram e outros mimimis, mas isso eu deixo pra Camila comentar em outro post - porém trouxe mais elementos para a montagem do grande quebra-cabeça. O que não deixa de ser bom, tendo em vista que 23 de maio está chegando a passos largos.
(Também publicado no Fora de Série)